Amizades (pouco) Virtuais

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Este poderá ser um tema controverso para grande parte da população. Será que se podem fazer amigos reais através da internet? Pois bem, a minha resposta é: Sim, podem! Claro que não nos devemos andar a aventurar por aí no mundo virtual à procura de pessoas que queiram ser nossas amigas nem a dar conversa a todo o mundo, mas a verdade é que é possível fazer amigos reais através da internet. Vou falar um pouco da minha experiência pessoal, e de quatro casos, todos diferentes, pessoais bem sucedidos. Continue reading “Amizades (pouco) Virtuais”

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O Adeus

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Como é possível os sentimentos mudarem assim de um momento para o outro? Como é possível uma relação de seis anos ir assim por água a baixo, sem um motivo minimamente válido? Dizes que sou acomodado, que te dou tudo o que posso mas que isso não chega para ti. Dizes que te apaixonaste pelo António e que apesar de não te amar tanto como eu, te dá uma sensação de liberdade e adrenalina que nunca te dei. Seis anos das nossas vidas que afinal foram em vão. Tinha tudo para ser perfeito, parecia um amor inabalável. Chego à conclusão de que realmente foste muito boa atriz, não percebo como se pode fingir tão bem que se ama alguém. Fizeste-me acreditar que era eterno, que irias ser tu a mãe dos meus filhos e que um dia morreríamos juntos, de mãos dadas numa qualquer noite solitária. Fizeste-me acreditar no amor. Acabaste de fazer com que deixe de acreditar nesse mesmo amor. Dizem que os homens não choram, mas conseguiste deixar-me num estado tal que até o Bill fica a olhar para mim como se me quisesse confortar e não conseguisse. Deixaste-me de tal forma que até este Continue reading “O Adeus”

Lisboa

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Mais um comboio, mais uma viagem para a Capital. Se há um ano atrás me dissessem que eu me ia apaixonar por Lisboa, eu diria que estavam loucos, mas a verdade é que me apaixonei. A cidade das sete colinas, do fado e da luz. Quando pus os pés pela primeira vez na cidade, só desejava entrar de novo no comboio e ir para casa. A ideia de estar sozinha na “Cidade Grande” assustava-me imenso, e apesar de saber que ia viver com a Camila e que ela me ia ajudar na adaptação, também sabia que ela tem a sua independência, os seus amigos, e não queria de forma nenhuma sentir-me a mais. A verdade é que ao fim de pouco Continue reading “Lisboa”

Rumos de mudança

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Amesterdão, Agosto de 2014

Decidi levar a ideia de um novo rumo à letra, e esse rumo acabou por me trazer numa viagem pela Europa. Depois de Madrid, Barcelona, Paris, Roma, Veneza e Florença cá estou eu, sentada na cama de um hostel na cidade de Amesterdão, a cidade onde tudo é legal e onde todos os excessos são permitidos. Esta seria, possivelmente, a cidade onde eu mais me enquadraria, a cidade rebelde, mas isso não está a acontecer. Estou cá há dois dias e até agora só me senti mal por perceber exactamente aquilo que as pessoas pensam de mim. Parece estranho, estando longe de todos os que me conhecem chegar a estas conclusões, mas a verdade é que consegui ver nos outros os comportamentos que reprovam em mim. Viajar sozinha pela Europa está a fazer-me encontrar um novo eu, está a tornar-me mais tolerante, menos agressiva e mais compreensiva. Percebi que tinha um ódio dentro de mim que não me deixava ser feliz nem seguir em frente. Quando regressar a Portugal Continue reading “Rumos de mudança”

Quem serei afinal?

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Mais uma tarde passada à beira mar. Não há maior solidão do que a de nos sentirmos sozinhos mesmo quando estamos rodeados de gente. Sei que me esperam na esplanada ao fundo da praia, sei que me amam como se não houvesse amanhã, mas por mais que queira, não consigo corresponder às espectativas, pelo menos às do Gil. Sei que me acham uma alma vazia, sei que pensam que tenho como meu maior problema o facto de me apaixonar pelas pessoas erradas. Mas ninguém sabe, ninguém pode saber que isso só acontece por procurar em todo o lado por uma só pessoa e por vê-la em cada um dos rapazes que vêm ter comigo. Acabo por, na realidade, não saber quem sou, como diz a música: “Sou aquilo que quero que os outros gostem e acabo a não ser nada de que valha a pena gostar”. Sou um bocadinho daquilo que querem que eu seja, talvez seja mesmo a “menina perfeita” Continue reading “Quem serei afinal?”

Futilidades, Vaidades e Arrependimentos

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Chegou o dia mais hipócrita do ano. Há quem diga que o Natal é que o dia mais fútil do ano inteiro. Eu não acho. Para mim, não há dia pior que o “dia de todos os Santos” ou “Dia de Finados” ou “Dia dos Mortos”, como lhe queiram chamar. Não tem a ver com a sua origem, ou com o seu significado original, é mesmo por causa daquilo em que se tornou. Fortunas em flores e velas são gastas nesta altura, só para garantir que “a campa do meu familiar está mais bonita que a do vizinho”. Pior que isso ainda é o facto de haverem sepulturas abandonadas um ano inteiro, sem uma única visita de familiares, e que neste dia estão completamente adornadas, com uma quantidade tal de flores que, exagerando um pouco, davam para ser distribuídas pelo ano inteiro. Não tenho nada contra quem não vai aos cemitérios, não me interpretem mal; eu própria não gosto de ter essa obrigação; gosto de lá ir quando sinto essa necessidade e não tenho obrigatoriamente de levar flores e/ou velas, vou porque por vezes é lá que me sinto mais próxima de quem já partiu. Outro aspecto que me faz imensa confusão é o facto de haverem pessoas que passam o dia inteiro junto das sepulturas, por respeito ao morto, dizem, mas que na realidade durante todo o dia falam de tudo e mais alguma coisa sem o mínimo de respeito por quem morreu. Volto a repetir, cada um faz o que quer e aquilo em que se sente bem, mas não deixa de me fazer alguma confusão. Se não vou ao cemitério neste dia? Vou. Vou de manhã antes de começar toda a confusão do dia. Continuo a achar que não é por ir lá neste dia que Continue reading “Futilidades, Vaidades e Arrependimentos”

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