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Coimbra, Julho de 2011

Acabou, finalmente acabaram os cinco anos de faculdade e posso voltar para Lisboa. Para trás deixo amigos, amores e a cidade que me acolheu como se de uma mãe se tratasse. Foram cinco longos anos de luta, alegrias e tristezas. Cheguei sozinha, sem conhecer nada nem ninguém, mas rapidamente fui integrada na Universidade, não há, para mim, melhor tempo que o de caloira. Foi logo na primeira praxe que me fizeram andar amarrada à Bianca, não faziam ideia que aqueles laços de corda se transformariam em verdadeiros laços de amor, amizade e companheirismo. Tornámo-nos inseparáveis, se uma diz vamos, a outra já lá está. Agora cada uma segue o seu caminho, eu volto para casa, tenho um canal de televisão à minha espera, e ela volta para Castelo Branco, nem todos temos a mesma sorte. Só desejava que ela mudasse de ideias e viesse comigo, tem um dos maiores jornais de Lisboa a convidá-la para ser cronista de Arte, e sua excelência não quer aceitar porque diz que não se vê a viver em Lisboa. Não sabe o que perde. Chegou a hora da despedida, de entrar pela última vez no autocarro e abandonar aquela que foi a minha casa nos últimos cinco anos. Agora sim entendo as lágrimas na serenata, agora sim percebo o porquê de entoarmos com tanto sentimento os versos da balada de despedida: “Capas negras de saudade/ no momento da partida/ segredos desta cidade/ que levo comigo p’rá vida”. Ao contrário do que a outra música diz, eu não acho que Coimbra tenha mais encanto na hora da despedida, Coimbra tem dor, saudade e orgulho na hora da Partida!

Obrigada, minha Coimbra

Camila

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