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11043071_834239403299992_1702907084032857435_nMais uma vez venho falar num assunto relacionado com o futebol. Não pelo desporto mas sim pelos seus apoiantes, nomeadamente de uma claque que, comemorando este ano o seu 30º aniversário, é muito mais do que um grupo de apoio a uma instituição.

Venho dar a minha opinião sobre a Mancha Negra, a claque de apoio à Académica.

Não pertenço à claque, não tinha lógica fazê-lo quando o meu coração não é única e exclusivamente preto e branco. Ninguém me “encomendou o sermão” de falar neles. Simplesmente acho injusta a forma como na maior parte das vezes esta claque (e certamente outras das quais desconheço as suas realidades) é tratada e vista.

A opinião de que os grupos organizados de apoio às equipas de futebol são constituídos por um bando de arruaceiros, que a violência lhes corre nas veias e que nada mais fazem a não ser apoiar a equipa e andar à pancada está generalizado, falando-se inclusive em hooliganismo. Mas, como tudo na vida, há muito mais para além disto.

Há seis anos que vejo jogos da AAC no sector da Mancha Negra, muitas das vezes no meio deles e sabem que mais? Em nenhum jogo vi estes comportamentos violentos de que tanto se fala. Vi um grupo de homens e mulheres com um enorme amor ao símbolo que apoiam, um grupo de pessoas unidas por uma causa, que apoiam os rapazes de preto seja qual for o resultado.

Ultimamente tenho-lhe visto ser negado o uso de tarjas, de bombos, de tochas, de todos aqueles utensílios que tornam o futebol num espetáculo ainda mais emocionante; mas mesmo assim não desistem. Não há bombo? Há voz! No dia seguinte ao jogo estão afónicos? Não interessa, a Briosa é que não pode ficar sem apoio.

Para mim este sim, é o verdadeiro sentido do futebol, o fazer bater o coração mais forte, a dedicação, o amor a uma instituição. E aqui contra mim falo, já que como disse noutro texto, tenho duas paixões futebolísticas. No Estádio Cidade de Coimbra vive-se o verdadeiro amor ao Clube da Terra, ali não há mais nenhum.

Se és de Coimbra apoias a Briosa.

E isto foi um membro desta claque que me fez perceber. Mas avançando, a Mancha Negra é muito mais do que uma claque não só por isto. Estes jovens (por muito que alguns não o sejam em idade de certo que o são em espírito) levam a união muito além das paredes do estádio. Juntam-se por causas nobres. O hooliganismo deles baseia-se em ajudar o próximo.

Por alturas de Natal organizam um jantar para que os sem abrigo da cidade possam ter um pouco mais de conforto. Sempre que podem fazem recolha de alimentos para, juntamente com instituições de solidariedade social, possam ajudar a alimentar quem nada ou pouco tem para alimentar os filhos e a si mesmo.

Mais do que uma claque, vejo-os como uma família, sempre prontos a ajudarem-se entre si e a ajudar o próximo.

De certo que muito mais fazem, mas quem faz o bem não precisa de ser publicitado, e não tenciono fazer propaganda, simplesmente não podia deixar de mostrar a minha opinião. As pessoas da Mancha Negra, porque é disto que se trata, pessoas com bom coração, levam o mundo das Claques e do Futebol a um outro nível, e fazem-nos pensar sobre as ideias pré-concebidas que todos os dias nascem sobre esta realidade.

Parabéns Mancha Negra pelos vossos 30 anos em prol de boas causas!

Que venham muitos mais trintas, e que o vosso espírito Ultra continue unido e inabalável!

Hélia

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