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O orgulho fala mais alto, sempre falou.
Ele sabe que errou mas custa-lhe admitir.
Ela ainda o ama mas quer que seja ele a voltar, a falar, a abrir os braços e dizer: “vem, sou teu se ainda me quiseres!”.
Ela espera todos os dias por uma chamada dele.
Ele resiste todos os dias ao impulso de pegar no telefone e lhe ligar, afinal de contas não sabe se ela lhe atente, não sabe o que dizer quando do outro lado ouvir a voz dela.
O amor é assim, orgulhoso, egoísta, doloroso e causador de arritmias cardíacas.
Todas as noites ela pega na rosa que ele lhe oferecera meses antes de se separarem e, com lágrimas no rosto, pede a uma qualquer entidade superior para um dia voltarem a estar juntos.
Ele todos os dias observa as movimentações dela nas redes sociais, e embora saiba que todas aquelas musicas, todas aquelas frases cliché, todos aqueles desejos são relacionados e partilhados para que o coração dele possa amolecer, faz de conta que não vê, faz parecer que ignora, apesar do sorriso que esboça quando lê as mensagens subliminares que estão por detrás daquelas frases e que só eles os dois entendem.
Ela, em tempos, sentiu que possivelmente este teria sido um amor fugaz, que tinha chegado, feito renascer, e morto a sua alma num curto espaço de tempo.
Neste momento ainda acredita, ainda sente que é possível, ainda anseia por momentos a dois em que o mundo deixa de existir e são só eles.
Ele ainda está confuso sobre o que decidir. Sobre se vale a pena insistir ou se o que sente não passa de uma forte amizade.
Apesar disso continuam a falar, como se nada tivesse acontecido entre eles, como se sempre tivessem sido apenas amigos, como se o amor fosse um sentimento que ali não entra.
Ela sabe que ele é o amor da vida dela, que nunca irá amar alguém com a mesma intensidade, segurança e certeza com que o ama a ele.
E vão os dois continuando com as suas vidas separadas por conta do orgulho.
Eles não sabem o quão fácil é caírem novamente nos braços um do outro. Ele tem de deixar o orgulho de lado e dar-lhe o abraço pelo qual ela há tanto espera e ela tem de deixar as inseguranças de lado e, em vez de esperar uma chamada, ser ela a telefonar.
O amor é mesmo assim, um misto entre paixão e orgulho que acaba por só se manifestar quando ambos baixam as guardas.

H.B.

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