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Nas margens da solidão o amor encontrou-se; tão só, tão desgostoso e tão magoado em dois corações separados pelo tempo e pela distância.
Bastou um só olhar para estes dois corações adormecidos se tocarem.
Embora tímidos, frágeis e medrosos conseguiram-se aproximar e dar-se a conhecer um ao outro.
Hoje, mais do que amantes, confidentes e amigos, sabem que são o porto de abrigo um do outro e que tudo à sua volta até pode desmoronar, mas que nem a maior das derrocadas os irá fazer separar.
Sabem também que voltarão sempre às margens do Rio, mas nunca mais esse leito será o da solidão.
Continuam com medo de errar, de se magoar, de demonstrar sentimentos através de palavras, fazendo assim de cada pequeno gesto uma grande demonstração de amor.

Nas margens da felicidade os dois corações outrora sós e perdidos, hão-de agora passear lado-a-lado, mais fortes que nunca, num amor e cumplicidade tais que nada nem ninguém irá conseguir derrubar.

À tua espera nas margens do Tejo, o nosso Rio
Numa qualquer data entre três vidas passadas e duas futuras

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