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Dizem que o Mundo anda perdido, que as pessoas vagueiam pela vida num instinto de sobrevivência, sem parar para respirar ou sequer fazer um esforço para olhar em redor. Já não há crianças na rua. O medo apoderou-se de tudo e de todos. Parece que todos vivem em função do seu umbigo e que mais nada importa para além de si mesmo. Até ter um filho, ou um cão, se tornou uma forma de ostentação e não um ato de amor. Amor…essa palavra que tantos, por opções de vida, confundem com comodidade.
Há muito desejo confundido com amor, há muito carinho confundido com amor, há muita ostentação denominada de “amor”.

Mas eu prefiro acreditar no amor verdadeiro. Prefiro acreditar que há pessoas capazes de viver para lá da sobrevivência imposta pela sociedade.
Eu prefiro acreditar que um filho é feito por amor e não por ostentação e pressão só porque “está na hora”.
Eu continuo a acreditar que à minha volta há pessoas como eu, capazes de parar, de respirar, de viver, ainda que conturbadamente, a sua vida numa constante luta contra o “socialmente correcto”.
Eu prefiro ver o amor no seu estado mais puro…na ajuda ao próximo, no sorriso das crianças que têm a sorte de não ser formatadas por tablets e telemóveis e ainda sabem o que é brincar.
Eu prefiro acreditar no amor em forma de amizade, reflectido em horas de conversa numa esplanada ou num telefonema ao fim de 10 anos.
Diz o cliché que “amizade não é estar sempre juntos mas sim estar separados e nada mudar”…eu gosto de acreditar em algumas frases feitas, e esta é uma delas.

Eu prefiro não acreditar em acasos nem em coincidências…eu vou continuar a acreditar que nada acontece por acaso e que ninguém aparece na nossa vida só porque sim.

Neste mundo tão cientificamente e mecanicamente programado, eu prefiro continuar a acreditar no Destino, nos planos do Universo e no Amor verdadeiro, aquele que já tão pouca gente sabe o que é…porque se sente, e a sociedade está programada para não sentir determinadas coisas.

Dizem que o Mundo é dos loucos, pois então que seja, porque ao menos os loucos não têm vergonha nem medo de amar!

H.B
Onde o brilho dos olhos
ilumina o cinzento do dia
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