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Há batalhas em que entramos única e exclusivamente porque precisamos de aprender que nem todas podem ser ganhas.
Batalhas onde não sabemos que estamos e que quando chegamos ao fim percebemos que o troféu é algo que julgávamos nos pertencer. Algo que nos é tirado por outro alguém sem que nós déssemos conta, sem que pudéssemos fazer seja o que for para evitar o saque. Se a vida é uma guerra, há batalhas que já sabemos perdidas.

Assim são as pessoas. Assim são as amizades…

Algumas amizades há que são batalhas curtas, outras mais longas, e ainda há aquelas que são os nossos soldados, que lutam connosco mano a mano para atingir os objectivos de todos.
No final há ainda aquelas amizades que se tornam troféus…não para nós mas para quem os tira das nossas vidas. O sentimento continua presente, as histórias continuam presentes, mas a pessoa é afastada de nós por mentiras que alguém conta e por não nos querer a ver sofrer…e aqui está a prova de que é amizade: o afastamento em prol da felicidade do outro.
Ainda há aquelas que por mero capricho desaparecem, sem dar justificações, sem dizer adeus, sem preocupações.

Tudo isto me leva a acreditar que cada pessoa, cada amizade tem um propósito na nossa vida.

Cada pessoa aparece no momento certo, com um papel específico.

Cabe-nos não julgar e aceitar. No entanto parecem-me haver três grupos onde cada pessoa encaixa:

– Aqueles que contra tudo e contra todos estão connosco, independentemente de caminhos escolhidos, atitudes tomadas e escolhas de vida.

– Os que aparecem na nossa vida durante um determinado espaço de tempo, que podendo ser longo ou curto, apenas serve para nos ensinar algo, e de quem poderemos guardar as mais diversas memórias, boas ou menos boas, mas que percebemos que o papel deles na nossa vida foi cumprido.

– E, por fim, aqueles que pertencendo ao primeiro grupos, nos são arrancados da vida. Aqueles pelos quais não tivemos oportunidade de lutar. Aqueles que se afastam por acreditarem que estamos melhor sem eles, por muito que doa a ambos.

E são estes que me doem.
Por tudo o que lhes devo.
Por olhar nos olhos e perceber que o sentimento continua igual, apenas está camuflado por alguém os ter feito acreditar que magoavam quem por tê-los na sua vida era feliz.

Posso aceitar que muitas amizades passaram na minha vida existiram porque era o que necessitava no momento, mas não consigo aceitar que ludibriem os meus soldados só porque outros decidiram ir embora.

Quero ser egoísta.

Quero manter a minha guarda junto a mim.

Queria os meus melhores soldados ao meu lado, aqueles que na pior batalha de todas estiveram lá e foram a minha força.

Devo-lhes tanto, e dói não os ter conseguido manter por perto.

A guerra continua, e apesar de já não serem meus soldados, o orgulho na vitória das batalhas de cada um continua.
E o mutuo brilho no olhar de cada vez que nos encontramos continua o mesmo de quando estávamos lado a lado no campo de batalha.

Mas, no final do dia, já não fazem parte dos meus soldados…

Vitória
Ao fim de seis anos com histórias atravessadas

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