Tudo acontece quando tem de acontecer

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Há alturas em que temos de parar. De pôr pontos finais onde já não há espaço para vírgulas e pôr vírgulas naquelas f(r)ases que julgávamos não precisar.
Por vezes não parar é só uma forma de nos protegermos, de não pensarmos no que somos, onde estamos e para onde queremos ir.
Não parar ajuda-nos a camuflar quem somos e não queremos ver. Ajuda-nos a não questionar o presente e a viver em função de tarefas diárias com as quais não nos identificamos.

Mas um dia quebramos.

Como qualquer motor a trabalhar em contínuo começamos a falhar, começa a faltar a energia e o combustível. Aí é melhor parar antes de partir.
Aí é altura de pensar. Pensar quem somos, de onde vimos e para onde vamos. Pensar se onde estamos é onde queremos estar, se o que fazemos é o que queremos fazer e se aquilo que damos é aquilo que somos.

É tempo de respirar, de tranquilizar e traçar objectivos.

Acredito que todos, a dado momento, precisam de fazer um exercício semelhante a este. O auto-conhecimento é o nosso maior aliado para que consigamos perceber o que temos e queremos, o que temos e não queremos e o que não temos e queremos ter.

Este não é, de todo, um exercício fácil, nem fácil de assimilar por quem nos está próximo e nos vê abrandar quase abruptamente o ritmo alucinante que sempre nos conheceu, não é fácil de perceber por parte de quem sempre nos viu de sorriso no rosto e nos começa a ver mais vezes de semblante carregado, mais quietos e observadores.

Mas permitam-se a isso, permitam-se a abrandar, a pensar em tudo o que vos define e envolve, permitam-se a abrandar neste tempo que é o vosso, permitam-se a viver, a conhecerem-se a vós próprios.
Se precisarem de ajuda para isso, peçam! Não são mais fracos por isso.

Aprendam a não sofrer por aquilo que está por acontecer (e que pode não vir a acontecer) nem por aquilo que aconteceu mas que vocês nada podiam fazer para que fosse de outra forma.

Conheçam-se, aprendam a gostar de vocês mesmos. Vocês são as pessoas mais importantes das vossas vidas e mesmo que todos se vão embora, vocês continuam com vocês próprios. Aprendam a disfrutar da vossa própria companhia.

O resto, é só o resto e acontece não quando queremos, não por acaso, mas quando estamos preparados para que aconteça.

Tudo acontece quando tem de acontecer.

Eu de hoje
Diferente do “eu” de há um ano atrás,
diferente do “eu” de daqui a um ano

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