Tudo acontece quando tem de acontecer

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Há alturas em que temos de parar. De pôr pontos finais onde já não há espaço para vírgulas e pôr vírgulas naquelas f(r)ases que julgávamos não precisar.
Por vezes não parar é só uma forma de nos protegermos, de não pensarmos no que somos, onde estamos e para onde queremos ir.
Não parar ajuda-nos a camuflar quem somos e não queremos ver. Ajuda-nos a não questionar o presente e a viver em função de tarefas diárias com as quais não nos identificamos.

Mas um dia quebramos.

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Deixa-me adivinhar

Liberte-se das redomas mentais

Sei que às vezes querias voltar a viver numa bolha.

Naquela em que viveste durante anos e que não te deixava ser quem és.
Ao menos quando estavas protegido pelas suas finas paredes de sabão, que a ti mais pareciam muros de betão, não viam quem tu és mas sim quem queriam que fosses, e assim não te julgavam por quem és mas sim por quem julgavam seres, estou certa? Deixa-me adivinhar, às vezes ainda desejas profundamente criar uma nova bolha. Voltar a guardar tudo o que sentes num cantinho do teu peito e não demonstrar a ninguém quem realmente és mas apenas quem os outros querem que sejas.
Ou então, pensas em voltar atrás no tempo e deitar para trás das costas todo o processo de evolução e mudança pelo qual batalhaste nos últimos anos e que serviu para poderes ser tu, como és, sem artifícios.

Adivinhei? Continue reading “Deixa-me adivinhar”