Nas margens do nosso Rio

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Nas margens da solidão o amor encontrou-se; tão só, tão desgostoso e tão magoado em dois corações separados pelo tempo e pela distância.
Bastou um só olhar para estes dois corações adormecidos se tocarem.
Embora tímidos, frágeis e medrosos conseguiram-se aproximar e dar-se a conhecer um ao outro. Continue reading “Nas margens do nosso Rio”

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Porquê?

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Espero por ti como sempre. É só mais uma noite gélida e eu continuo sentada no rebate a olhar para o infinito. Tenho o secreto desejo que ainda me apareças, qual D. Sebastião por entre a bruma. Não perco a esperança. Não enquanto os meus olhos mo permitirem, não enquanto a minha mente me disser que um dia voltas. Podem passar dezenas de anos, mas ver-te-ei sempre da mesma forma: sorriso contagiante e olhar brilhante. Não me esqueço da última vez que te abracei, estavas com os teus calções favoritos, azuis escuros, e com a t-shirt branca de que tanto gostavas.

-Gosto muito de ti mãe, mas agora larga-me, deixa-me ir brincar com os meus amigos! Continue reading “Porquê?”

Ninguém merece as tuas lágrimas

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Ninguém merece as tuas lágrimas, pois se as merecesse não te fazia chorar.

Estava sentado em Belém, num dos muitos bancos de jardim existentes no vasto relvado quando, sem dar conta, alguém se senta ao seu lado, lhe mete a mão no ombro e com a outra lhe oferece um lenço para que pudesse enxugar as lágrimas enquanto profere estas palavras. Continue reading “Ninguém merece as tuas lágrimas”

devaneio de saudade

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Tenho saudades tuas, tenho saudades das nossas conversas e devaneios. Tenho saudades dos ET’s, das tuas teorias em que o Universo estaria a preparar um futuro qualquer em que eu seria feliz. Tenho saudades de te chatear, de te tentar meter juízo na cabeça. Tenho saudades das longas horas em frente ao pc a falar sobre tudo e sobre nada. Tenho saudades de te Continue reading “devaneio de saudade”

Adeus, Companheiro

tumblr_lax53bfAav1qca9ouo1_500Hoje será, talvez, o pior dia da minha vida. Eram 6 da manhã e acordei com o telefone a tocar, era a minha mãe com a pior notícia que me podia ser dada: “o avô morreu”. Ontem tive de vir mais cedo para Lisboa e não o pude ir ver ao hospital, não me pude despedir dele como devia de ser. Acho que vou carregar este peso para o resto da vida. Se algum dia me perguntarem quem foi o Homem da minha vida, de certeza que a minha resposta será: foi o meu avô. Mais do que avô, ele foi um segundo pai, um companheiro de tardes à lareira, um professor, um amigo. A ele devo o gosto pela arte, pela cultura e pelos livros. Um dia alguém me disse:
Continue reading “Adeus, Companheiro”

Capas Negras, Laços e Saudades

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Coimbra, Julho de 2011

Acabou, finalmente acabaram os cinco anos de faculdade e posso voltar para Lisboa. Para trás deixo amigos, amores e a cidade que me acolheu como se de uma mãe se tratasse. Foram cinco longos anos de luta, alegrias e tristezas. Cheguei sozinha, sem conhecer nada nem ninguém, mas rapidamente fui integrada na Universidade, não há, para mim, melhor tempo que o de caloira. Foi logo na primeira praxe que me fizeram andar amarrada à Bianca, não faziam ideia que aqueles laços de corda se transformariam em verdadeiros laços de amor, amizade e companheirismo. Tornámo-nos inseparáveis, se uma diz vamos, a outra já lá está. Agora cada uma segue o seu caminho, eu volto para casa, tenho um canal de televisão à minha espera, e ela volta para Castelo Branco, nem todos temos a mesma sorte. Só desejava Continue reading “Capas Negras, Laços e Saudades”